A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos existe há 306 anos e representa o estilo Rococó, considerado em seu surgimento, na França, como variação profana do barroco.
O rococó surge ao mesmo que o Barroco se desvirtua da religiosidade e ganha espaço na arquitetura civil. A linguagem do Rococó era um exagero à do Barroco.Outra característica do estilo que é facilmente identificada é a presença dos azulejos pintados em azul, amarelo e roxo. Há diversos desenhos, sempre retratando atitudes e costumes em temas como alegria de viver e prazeres sensuais.
A igreja atualmente passa por uma reforma de restauro e melhorias em seus espaços. A cobertura e as madeiras de sustentação (terças, ripas e caibros) já estavam num alto grau de deterioração. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) informa que os telhados central da nave e alta-mor já estão reformados e as coberturas laterais já se encontram em fase final. A obra também recupera edificação, estruturas, telhados e bens móveis (imagens sacras, altares e complementos decorativos).
As melhorias incluem a criação de um acesso para pessoas com necessidades especiais. Além disso, será instalada uma plataforma elevatória para acesso às galerias do púlpito e coral. Banheiros com adaptação para cadeirantes também foram construídos, e uma cozinha para recepções religiosas.
Os sistemas hidráulico e elétrico foram substituídos, há uma nova iluminação especial dos altares, alguns dos painéis de azulejos necessitam de uma limpeza especial e peças do acervo precisam de recuperação. O templo ganhou sobreforro especial de fibra, entre o telhado e o forro de madeira, para evitar infiltrações. Já estão concluídos os serviços de limpeza, rejuntamento da cerâmica e substituição de peças na torre esquerda.
O IPAC está responsável pelas restaurações. A obra deve ficar pronta em novembro, quando se comemora o mês da consciência negra. Os trabalhos começaram em outubro de 2009 com investimento de 2,3 milhões de reais. O restauro na igreja integra o conjunto dos seis grandes monumentos que o IPAC recupera no Centro Histórico de Salvador com orçamento de mais de R$ 20 milhões do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) do Ministério do Turismo, ainda com recursos complementares do Bando do Nordeste.












