A empresa PDG Realty assume a primeira posição do mercado imobiliário em praticamente todos os quesitos analisados: receita líquida, lucro, vendas, lançamentos e margens. Essa liderança é resultado da aquisição da Agre.
O lucro líquido da PDG no segundo trimestre foi de R$ 221 milhões, um aumento de 179% sobre os números pró-forma das duas companhias no mesmo período de 2009. Já a Cyrela lucrou R$ 167 milhões de abril a junho. A receita líquida da nova companhia foi de R$ 1,32 bilhão, 49% acima do segundo trimestre do ano passado. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 372 milhões, com margem de 28%. A margem lajida da Cyrela foi de 18,5%.A dívida líquida da PDG, que, sozinha, era de R$ 697 milhões ao final do primeiro trimestre, subiu para R$ 2,59 bilhões, resultado da principal herança negativa de Agre. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, que foi de 27% na PDG no primeiro trimestre, passou para 46% no balanço consolidado. A dívida de capital de giro da Agre foi reduzida de R$ 1,3 bilhão para R$ 1 bilhão, em um processo de negociação com os bancos, e houve um alongamento do prazo médio de 29 meses para 48 meses. A parcela de dívida de capital de giro, que tinha um custo elevado (CDI mais 3%) foi alongada e substituída por linhas com custo médio na casa de CDI mais 2%, em linha com o custo pago pela PDG.
Com a Agre - empresa que resultava da união de Agre, Abyara e Klabin Segall - a margem líquida de PDG, que vinha na casa dos 20%, caiu para 17% no segundo trimestre - abaixo da MRV, em linha com a Rossi e acima da Cyrela e Gafisa - para comparar com as grandes.
A nova empresa teve aumento de 27,7% nas despesas de vendas e administrativas, que passaram para R$ 297,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Quando se compara com a receita líquida, porém, há uma queda -a soma dos gastos totais sobre a receita líquida recuou de 14,7% para 11,8% no semestre.












