Pesquisas relevantes
Pesquisa personalizada
Catálogo Eletrônico
O PORTAL
| Apresentação |
| O que é mantenedor |
| Como participar |
| Seja um mantenedor |
| Publicidade |
| Fale conosco |
Comunidade
Nuvem de palavras
| Abap oferece manual gratuito de projetos paisagísticos | Arquitetura precisa de desenho? | Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo | Construção civil adere ao uso do isopor | Feirão da Casa Própria | Iquine traz novidades na Casa Cor-PE 2007 | Pequenos espaços, Grandes soluções | Produtos de materiais reciclados em exposição | Salário dos trabalhadores da construção civil aumenta no Rio de Janeiro | Tijolo ecológico possibilita construção de casas para famílias de baixa renda |
| Arte e técnica: a polivalência do arquiteto |
| 05 de novembro de 2008 - 15:13 | |||||||||||||
|
Página 1 de 3 Arquitetos (!), o que nós somos?Pairando entre os limites entre a arte e exatidão técnica, a subjetividade estética e a materialidade da função, torna-se difícil enquadrar arquitetura a apenas um domínio do conhecimento humano. Consultando a etimologia da palavra, cuja origem vem do grego arkhitektôn, tem-se como arquiteto o construtor principal (arqui = principal / tectônica = construção) ou, em uma referência contemporânea, um mestre de obras. Responsável pela elaboração de um edifício, do desenho à obra, somos por origem, os criadores e supervisores técnicos do início ao fim de uma construção. Olhando para o passado novamente, encontramo-nos relacionado também à evolução histórica das artes tradicionais como a escultura e pintura, suas nuances na gravura e, mais recentemente, nas artes visuais e digitais. Ao mesmo tempo, a formação acadêmica atual nos oferece um título um tanto ambicioso: arquitetos, urbanistas, paisagistas, designers e muito mais, através de uma formação polivalente. Camaleônicos por natureza, somos o produto da experimentação de todas essas artes-ciências, na mais rica e ampla qualificação. Mas, o que temos sido até o momento? Rotulados, em alguns casos, como artistas incoerentes, produtores do desnecessário e supérfluo? Ou técnicos sem alma, burocratas do desenho e da assinatura de plantas, reducionistas de nossos próprios sonhos, devido ao medo de instruir o cliente (e perdê-lo) sobre a nossa verdadeira função? Atualmente, dezenas de arquitetos, no qual me enquadro, trabalham com artes visuais, desenho de observação e dominam dos mais delicados traçados à grafite ou nanquim, aos softwares mais sofisticados. Com criatividade aprendemos também a combinar efeitos e animações digitais ao produto bidimensional ou tridimensional gerado em um papel ou tela de computador. É a evolução natural da profissão que, novamente, mostra-se camaleônica e criativa para absorver e utilizar a nosso favor as ferramentas do mundo contemporâneo. Mas, voltemos ao nosso passado, à gênesis de nossa profissão e, permitam-me a ousadia de uma rápida definição de nossas atribuições: sejamos arquitetos - artistas - construtores - de sonhos. Independente da ferramenta que utilizamos, seja o papel vegetal ou o computador, se criamos residências, navios, logomarcas, escolhemos o material e supervisionamos o assentamento de uma alvenaria, é imprescindível que mantenhamos o olhar entre a TÉCNICA e ARTE, a FUNÇÃO e a ESTÉTICA, e transfiramos para o nosso trabalho a maravilha de uma profissão que se aprende com olhar criterioso, técnica e regras exatas, mas que é simultaneamente enriquecida com a essência subjetiva do artista e do interlocutor. Todos os demais intentos, que desconsideram a técnica ou estética, definitivamente não constituem arquitetura, mas reduzem a nossa profissão ao desequilíbrio entre o tecnicismo asfixiante ou o vazio do supérfluo... Por Andressa Martinez - Arquiteta, graduada em 2005 pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e mestre pelo PROURB-FAU/UFRJ. e proprietária do Blog parceiro http://andressamartinez.wordpress.com
Views: 1479 | Imprimir | E-mail
|
|||||||||||||
|
|
|
Últimas notícias
Enquete
Temos 5 visitantes online

Arquitetos (!), o que nós somos?
Comentários (11)





