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| Construção civil adere ao uso do isopor |
| 08 de novembro de 2006 - 16:42 | |||||||||||||
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Página 1 de 10 O poliestireno expandido (EPS), largamente conhecido como isopor começa a ganhar espaço no ramo da construção civil. Seu uso gera uma redução nos custos da fundação, da ferragem da laje e no consumo de concreto.
Material é usado em lajes e reduz em até 20% o custo da fundação da obra. Um material comum na fabricação de embalagens de conservação de alimentos e bebidas, por causa da alta capacidade de isolamento térmico, é mais um item na lista de materiais de construção. Trata-se do EPS (sigla internacional do poliestireno expandido), conhecido no Brasil como isopor — que, na verdade é o nome de uma marca do produto. O EPS já é bastante utilizado na construção civil, como componente de lajes, em diversas cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia, e começa a se despontar em Uberlândia. O material apresenta uma série de vantagens, com destaque para a economia, em relação às lajes convencionais, conforme ressalta o engenheiro Ricardo Guimarães de Burgos. Segundo ele, com a utilização dos blocos de EPS, há uma redução de 20% no custo da fundação da obra, de até 50% de ferragem usada na própria laje e de 35% no consumo de concreto. A economia, conforme explicou o engenheiro, deve-se ao fato de o material ser leve — o peso é de 11 kg/m³, enquanto o concreto pode chegar a 2,5 mil kg/m³ -, o que alivia a carga sobre a fundação, que deve ser feita mediante cálculos específicos. Na própria laje, o material é responsável por reduzir o consumo de concreto, já que ele preenche espaços que seriam tradicionalmente ocupados pelo cimento. Por isso, a laje feita utilizando este processo é chamada de nervurada. Os blocos de EPS ocupam os espaços entre cada nervura concretada. Sobre o isopor, é colocada uma camada de concreto e a parte inferior pode ser revestida com materiais diversos, formando uma camada que não precisa ultrapassar 2 cm de espessura. Outros ganhos podem ser verificados no sistema de fôrmas de madeira, que é diferenciado, em comparação ao lajeamento convencional, e ainda porque o projeto exige menos vigas e pilares de sustentação, também por causa da leveza do isopor. O material é vendido em blocos, que são cortados do tamanho adequado a cada projeto. Conforme informou Ricardo Guimarães, o m³ de EPS custa cerca de R$ 90; já o preço do concreto pode chegar a R$ 160, o m³. Aceitação Na avaliação do engenheiro, em Uberlândia, ainda há uma certa resistência quanto ao uso do EPS nas lajes de edificações, por causa do desconhecimento da economia que o material proporciona. Ele acredita que, com as comprovações matemáticas feitas em algumas obras, haja um expressivo crescimento do sistema na cidade. Ainda de acordo com o profissional, o uso do material não compromete a segurança da construção. Pelo menos 10 projetos em andamento na cidade prevêem o uso de EPS em lajes. O maior interesse é de construtores de prédios residenciais de médio a alto padrão. "Quanto maior o empreendimento, mais expressiva torna-se a redução dos custos", destacou Ricardo Guimarães. Ele acompanha a construção de um edifício, no bairro Lídice, em que todas as lajes são nervuradas, com preenchimento de poliestireno expandido. O custo da elaboração do projeto, segundo adiantou, não sofre alteração, em relação ao sistema convencional. Produto é seguro e não gera combustão O poliestireno expandido (EPS) é um material plástico, derivado do petróleo e uma das preocupações quanto ao seu uso na construção civil era a propagação de fogo. Porém, os avanços tecnológicos permitiram a fabricação do EPS de classe F, que não gera combustão. Principalmente nos edifícios verticais, a segurança em relação a incêndios requer cuidados redobrados, além de ser uma obrigação legal. O EPS foi descoberto em 1949, pelos químicos Fritz Stastny e Karl Buchholz, na Alemanha. Na composição final do produto, são 98% de ar e apenas 2% de poliestireno. Por isso, uma das principais características é a leveza. O material pode ser utilizado em lajes de edifícios residenciais, comerciais e industriais, independentemente da quantidade de pavimentos, no caso dos verticais. Antes de comprar o produto, o construtor deve certificar-se se está adquirindo o tipo próprio para utilização na construção civil. Vantagens do EPS: Leveza — o m³ pesa 11 quilos, enquanto o concreto pesa 2,5 toneladas Durabilidade — por não servir de alimento a nenhum organismo, não apodrece e não sofre ataque de insetos Economia na fundação e na própria laje — em ferragem e concreto Redução da quantidade de fôrmas e escoramentos Economia de mão-de-obra e de tempo Isolamento térmico em temperaturas de variam de —70° a 80° centígrados Alta resistência à compressão e a choques mecânicos Reciclável e não polui (porém, não é biodegradável) Fácil manuseio e instalação Baixa absorção de água A classe F não queima e não propaga chamas.
Fonte: Proconstrução
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