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| Ensino de Arquitetura e Urbanismo |
| 03 de julho de 2008 - 11:40 | |||||||||||||
Marco Antonio Borges:
Fernando Lara, em seu blog parededemeia.blogspot.com, pergunta onde
estão os arquitetos urbanistas ao comentar um artigo de Jim Lewis no
New York Times sobre o problema da habitação de refugiados de guerra e
de catástrofes naturais.
A julgar pelas nossas cidades, questiono onde estão os arquitetos
urbanistas em tudo (para não perguntar onde estão os cidadãos).
Em Belo Horizonte, por exemplo, cidade onde moro, percebe-se claramente que a responsabilidade estatal é única na transformação do espaço urbano contemporâneo. A síndrome do Leviatã apresenta seus sintomas frequentemente. E seguramente isso não acontece somente em Belo Horizonte. As revistas e jornais, impressos ou virtuais, atem-se a comentar e elogiar obras arquitetônicas propriamente ditas: prédios, casas, edifícios, etc. ![]() Penso que o problema está no ensino. Vale lembrar que o Centro Universitário UNA e a PUC (para ficar na capital), apresentam currículos inovadores, atuais, modernos e que pretendem diminuir a distância entre a academia e a realidade. Por sinal, são currículos excelentes mas ainda é cedo para dizer se são eficazes, pois estão longe de formarem a primeira turma. Espero que sejam sucesso de público e crítica. Mas a questão é a seguinte: por que não estudamos, inclusive, a obra do professor arquiteto? Por que não estudamos o processo criativo e projetivo do professor arquiteto, inclusive? Por que os Trabalhos de Final de Graduação (TFG) quase nunca são concretizados ou sequer são estimulados a isso? Por que somos estimulados a projetar edificações apenas? Se o aluno quiser projetar outra coisa, ele que se vire. Por que não somos estimulados a criticar, no sentido de apontar erros e equívocos, obras arquitetônicas e projetos urbanos? Por que raramente conhecemos a arquitetura da nossa cidade? Por que quase nunca saímos de sala de aula com orientação docente? Não estou "descendo a ripa" em professores e dirigentes escolares, pois reconheço os esforços de muitos deles para melhorar a qualidade do ensino. Mas, em que pese isso, as coisas caminham a passos lentos. Creio que ou saímos da caverna e liquidamos o Leviatã, ou continuaremos românticos e nostálgicos. Reconheçamos, portanto, nossas limitações para eliminá-las e aperfeiçoarmos. * Bacharel em Direito (PUC - BH), Especialista em Planejamento Ambiental Urbano (IEC-PUC), Mestrando em Turismo e Meio Ambiente (UNA) e Graduando em Arquitetura e Urbanismo (PUC - BH) Participe, deixe seu comentário logo abaixo...
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Marco Antonio Borges:
Comentários (5)






























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