Design Universal
26 de fevereiro de 2007 - 23:47
brunoBruno Tupinambá

Acessibilidade e mobilidade nos últimos tempos vem se tornando assunto constante em pautas de congressos e reuniões que tratam de arquitetura e urbanismo em todo o mundo. Uma resolução da ISO, de abril de 2000, reconhece um aspecto fundamental da acessibilidade - o Design Universal - como um conceito a ser estendido a todas as normas.

No Brasil instituiu-se então a NBR9050/04 que trata justamente da questão da mobilidade e acessibilidade. Outro passo importante foi dado pelo Ministério das Cidades com a criação da SEMOB (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana), que vem desenvolvendo trabalhos importantes para promover a inclusão social por meio do acesso aos serviços públicos de transportes coletivos e aumentar a mobilidade urbana.

Andando pela cidade me deparo sempre com situações que paro para pensar: "Como um deficiente superaria este obstáculo?" Ou "Se eu fosse deficiente como eu chegaria lá em cima?". Enfim é notório o descaso da grande maioria dos arquitetos e por que não também dos designers para com pessoas com necessidades especiais.

O Desenho Universal não se direciona apenas para os deficientes físicos e sim leva em consideração as diferenças das quais todos estamos sujeitos (fomos crianças um dia, nos tornamos adultos e um dia seremos idosos...E PASMEM...nossas mulheres engravidam e também se tornam "portadoras de necessidades especiais" em algum momento da vida).

A pergunta (ou reflexão como preferirem) que deixo aqui é: A NBR9050/04 juntamente com o conceito de Design Universal não deveriam ser tomados como lei para serem aplicados a todos os projetos arquitetônicos?

Bruno Tupinambá - Arquiteto e especializando em Design de comunicação visual 

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  Comentários (12)
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 1 Acessibilidade meio universal
Escrito por “Seu Tonho“ da web, em 12/03/2007 - 16:02 , IP: 201.50.45.3
mesmo que virasse lei, isso resolveria apenas uma parte dos problemas dos portadores de necessidades especiais. deveria ser feita uma ação integrada com os serviços de transporte público se não, somente os deslocamentos de curta distância seriam melhorados e mais uma coisa estaria mal resolvida e dada como certa no Brasil, que aliás parece ser a especialidade do brasileiro: resolver pela metade com mais uma das inúmeras operações “tapa buraco“.
 2 Ao nosso alcance
Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de e-mail website, em 15/03/2007 - 18:24 , IP: 201.50.64.35
concordo plenamente com o que disse, sem uma integração com o sistema de transporte de nada adiantaria, de qualquer forma a solução nas duas esferas da problematica não deixa de ser um problema lesgislativo.
 3 Além de normas!
Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de e-mail , em 04/07/2007 - 21:29 , IP: 201.56.112.186
Fico feliz sempre que encontro uma discussão sobre meios para a promoção da ACESSIBILIDADE FÍSICA. Tal questão vai além da existência de normas e leis. O Brasil é um dos países com as leis mais avançadas sobre os direitos das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas observamos que não basta somente isso, haja visto o prazo estabelecido pelo Decreto 5.296 que regulamenta as Leis n°s 10.048, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. De acordo com esse Decreto muitos dos edificios publicos já deveriam estar prontos a receber pessoas com deficiência. Pergunto: isso está acontecendo?. Acredito na boa intenção e vontade de muitos de fazer acontecer, mas falta mais, muito mais. Mais vontade, mais compromisso profissional de arquitetos, engenheiros e todos aqueles que constroem nossas cidades, mais cobrança por meio da população, enfim, mais força para lutarmos por uma sociedade para todos.O Desenho Universal, enquanto filosofia e conceito de projeto deve ser incorporado em todos os projetos arquitetônicos, urbanísticos e de produtos, facilitando a vida de todos seus usuários e agregando um valor social importantissimo: permitir seu uso por todos de forma igualitária.As ferramentas estão aí, basta usarmos.
 4 Além das normas
Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de e-mail , em 04/07/2007 - 21:31 , IP: 201.56.112.186
Fico feliz sempre que encontro uma discussão sobre meios para a promoção da ACESSIBILIDADE FÍSICA. Tal questão vai além da existência de normas e leis. O Brasil é um dos países com as leis mais avançadas sobre os direitos das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas observamos que não basta somente isso, haja visto o prazo estabelecido pelo Decreto 5.296 que regulamenta as Leis n°s 10.048, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. De acordo com esse Decreto muitos dos edificios publicos já deveriam estar prontos a receber pessoas com deficiência. Pergunto: isso está acontecendo?. Acredito na boa intenção e vontade de muitos de fazer acontecer, mas falta mais, muito mais. Mais vontade, mais compromisso profissional de arquitetos, engenheiros e todos aqueles que constroem nossas cidades, mais cobrança por meio da população, enfim, mais força para lutarmos por uma sociedade para todos.O Desenho Universal, enquanto filosofia e conceito de projeto deve ser incorporado em todos os projetos arquitetônicos, urbanísticos e de produtos, facilitando a vida de todos seus usuários e agregando um valor social importantissimo: permitir seu uso por todos de forma igualitária.As ferramentas estão aí, basta usarmos.
 5 Alem das Normas
Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de e-mail , em 04/07/2007 - 21:50 , IP: 201.50.46.244
Gabriela, que bom que gostou do debate, é verdade que a "culpa" deste descaso não está somente na legislação e sim principalmente na falta de compromisso dos profissionais (arquitetos, construtores, imobiliários) e tambem na falta de cobrança da população para com os mesmos. sei que muitas vezes a norma (que não é uma lei) é um pouco "rigida" o que torna a boa vontade de alguns em um projeto inviavel do ponto de vista econômico e até mesmo espacial, mas acredito que com boa vontade o mínimo de respeito pode ser alcançado, sem que isso "prejudique" a concepção final de projeto. Felizmente sou otimista e acredito que os avanços continuarão a acontecer e quem sabe um dia não teremos "cidades universais". abraços..


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