Acessibilidade e mobilidade nos últimos tempos vem se tornando assunto constante em pautas de congressos e reuniões que tratam de arquitetura e urbanismo em todo o mundo. Uma resolução da ISO, de abril de 2000, reconhece um aspecto fundamental da acessibilidade - o Design Universal - como um conceito a ser estendido a todas as normas.
No Brasil instituiu-se então a NBR9050/04 que trata justamente da questão da mobilidade e acessibilidade. Outro passo importante foi dado pelo Ministério das Cidades com a criação da SEMOB (Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana), que vem desenvolvendo trabalhos importantes para promover a inclusão social por meio do acesso aos serviços públicos de transportes coletivos e aumentar a mobilidade urbana.
Andando pela cidade me deparo sempre com situações que paro para pensar: "Como um deficiente superaria este obstáculo?" Ou "Se eu fosse deficiente como eu chegaria lá em cima?". Enfim é notório o descaso da grande maioria dos arquitetos e por que não também dos designers para com pessoas com necessidades especiais.
O Desenho Universal não se direciona apenas para os deficientes físicos e sim leva em consideração as diferenças das quais todos estamos sujeitos (fomos crianças um dia, nos tornamos adultos e um dia seremos idosos...E PASMEM...nossas mulheres engravidam e também se tornam "portadoras de necessidades especiais" em algum momento da vida).
A pergunta (ou reflexão como preferirem) que deixo aqui é: A NBR9050/04 juntamente com o conceito de Design Universal não deveriam ser tomados como lei para serem aplicados a todos os projetos arquitetônicos?
Bruno Tupinambá - Arquiteto e especializando em Design de comunicação visual
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